O crescimento da America Latina no radar dos festivais!

April 7, 2017

 

Artistas influentes se adaptam aos festivais e países da America Latina se tornam rotas relevantes na Indústria Musical Internacional. 

 

 

A música eletrônica impactou a indústria da música em muitas áreas, mas principalmente no modelo de show,  sua especialidade. O grande investimento em cenografias, conceitos e estrutura de festivais, trouxe uma idéia diferente do que acontecia antes, quando o modelo de festival estava muito ligado a fase anterior de festivais de Rock n Roll. O qual veio perdendo espaço ao longo do tempo com as megas estruturas de shows Pop. A música eletrônica trouxe um novo universo com uma mega estrutura e músicas impactantes, mudando o formato de vender shows ao vivo, pois os fãs jovens rapidamente se adaptaram a esse tipo de estrutura criando uma demanda ainda maior. 

Por trás do apelo visual e estrutura física, o que mais chamou atenção foi a redução de custo nas turnês dos artistas e ao mesmo tempo possibilitar a cobertura de mais lugares e bases de fãs. Potencialmente bom para o artista e para o fã, que compraria um ingresso para ver mais de um artista e se tornar ao mesmo tempo fã do festival. Da mesma forma que a música eletrônica encontrou um caminho próximo ao Pop, já que em venda de música e base de fãs se tem melhores resultados (como explicamos no artigo), o Pop veio aderindo a tendência dos festivais e shows que a música eletrônica enfatiza. 

Como assim? Se observa hoje muitos artistas do Pop internacional que há pouco tempo atrás somente vendiam uma turnê exclusiva mundial, agora no line up de festivais variados, mantendo o conceito da turnê, mas aproveitando os países que já comportam festivais internacionais. 

Dessa forma hoje podemos entender a influência que a America Latina está apresentando na carreira de diversos artistas tanto do Pop quanto da Música Eletrônica que se mantém entre os 50 mais ouvidos. Em outras palavras, há tempos, esse mercado era considerado o final das turnês, não era a primeira opção de nenhum artista em foco pois os números de vendas de CDs era inferior aos mercados da Europa e America do Norte. Mas com o serviço de Streamings tudo mudou. Antes comprar um CD era muito caro por causa desvalorização do valor das moedas dos países latino-americanos, gerando assim ainda um atraso nos lançamentos de quase todos os álbuns internacionais. Não era atrativo para o fã e justificava o resultado dos números de vendas, mas confundia o artista que se deparava com uma base de fãs engajada quando vinha se apresentar aqui. O novo modelo de criar uma assinatura e ter acesso a música assim que lançada do artista fez o mercado latino americano mostrar números competitivos o suficiente para justificar a atenção da indústria. O fã sempre esteve aqui, ele só não era contabilizado. Ou seja, considerados por muitos artistas um dos públicos mais apaixonados por show, hoje a America Latina é uma rota valorizada pela indústria em geral fazendo com que recebamos atenção em destaque dos artistas da atualidade. 

 

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