Artista de Música Eletrônica chegou onde artistas Pop nacionais tentam e ainda não conseguiram !

Alok, Dj e produtor de música eletrônica se destaca no cenário mundial com o seu hit " Hear Me Now" .

O desejo de artistas do pop nacional de entrar no mercado internacional é bem conhecido, o alto investimento nas carreiras e na imagem sempre é justificado pelo cuidado em atingir esse objetivo. Gravadoras já estabelecidas no Brasil que participam do mercado pop sempre apresentaram resistência à músicas em inglês justificando essas barreiras pela dificuldade de também atingir o mercado nacional e internacional.

Até Alok, que seguia sua carreira voltada para o Eletrônico Brazilian Bass, lançou uma música totalmente Pop, mostrando a aceitação inegável não só do público brasileiro, mas também do internacional. Já estava na hora da Indústria Musical brasileira acompanhar a demanda do seu próprio publico, que consome música através de serviços de Streamings e iTunes. Ao lançar sua música, Alok provou que o público brasileiro não tem resistência a músicas Pop em Inglês.

O descuido da Indústria musical nacional ao se isolar do mercado Internacional trouxe uma série de problemas que dificultam o planejamento das carreiras nacionais. Hoje em dia com a evolução da tecnologia e mídias sociais, os fãs determinam novamente que tipo de música e artistas vão consumir. Sem a análise desses dados fica impossível o artista avaliar o que funciona para sua carreira ou não, o que acarreta em situações como artistas com referencias em milhares de fãs na internet, mas sem representação significativa destes em shows, grande quantidade de artistas iguais em um mesmo seguimento musical saturando o seu próprio público, entre outros muitos casos semelhantes dentro do Brasil. Um dos pontos que a Indústria da música eletrônica soube reconhecer desde o inicio é que em determinados seguimentos musicais como o eletrônico e Pop não existe a diferenciação de um mercado nacional para um internacional. A estrutura de mercado deve ser a mesma porque os fãs tem acesso a todos os artistas independente da origem.

O fato é que se a Indústria Musical brasileira tivesse acompanhado a evolução tecnológica seriamos capazes hoje de ter, por exemplo, um Hot 100 Brasil da Billboards com dados reais de preferência do público. Mas, dado a falta de infraestrutura para a coleta de dados de Streamings e iTunes, uma das paradas mais importantes da música no caso do Brasil só absorve os dados fornecidos pelo Crowley (Execuções de Radio), ficando excluída por total os dados de onde os maiores consumidores de música e show compram e consomem música na atualidade. Não é difícil entender os danos que esse tipo de informação causa no planejamento das carreiras artísticas. Quando o Brasil é considerado por grandes artistas internacionais um dos públicos mais dedicados e apaixonados, não ter nem ao menos uma comoção equivalente com os Artistas nacionais é no mínimo curioso. Não deveria ser o contrário? Será que é um problema mesmo dos fãs?

Como é possível o mercado não se preocupar em absorver esse público da mesma forma que diversos outros artistas de outros países absorvem. E se é de interesse em absorver esse público como é possível planejar isso sem dados relevantes? Sem considerar o mercado como um só? Em que época estamos falando em trabalhar? Porque se for agora o mercado vai ter que mudar.

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